
Grande parte do problema deve estar no romance homónimo do próprio guionista, David Nicholls, em que o filme se baseia. A impressão com que fica o espectador é a de que a história não dava para mais.
Apesar de tudo, há momentos em que se vislumbra a grande retratista de tipos humanos, não tanto na relação principal como nos enredos secundários: as conversas da mãe doente de cancro com um filho que está a delapidar a vida, as breves chamadas à amiga do peito, os encontros e desencontros entre pais e filhos, a tentativa gorada de duas personagens de erguer um casal sobre o nada. Graças a esses momentos, acabam por nos cativar todos os personagens. E isso não é só mérito dos actores (Anna Hathaway e Jim Sturgess vão muito bem). É muito fácil prender-se aos personagens de Scherfig , e desta vez isso também acontece, mesmo não sendo bom o filme.
Ana Sánchez De La Nieta
(XD) - sexo e diálogos ordinários



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