Não haverá dinheiro do erário público envolvido. Pelo contrário, serão cedidos espaços para a realização dos diversos actos, e a administração encarregar-se-á de proporcionar a maior mobilidade e segurança possível aos peregrinos. Não só não gastarão dinheiro público, como se irão gerar lucros, para lá dos que derivam da publicidade da marca "España".
Um exemplo do saldo positivo que a JMJ propiciará às contas públicas é o balanço de impostos: por um lado, os patrocinadores receberão benefícios fiscais graças ao facto do evento ter sido declarado "acontecimento de excepcional interesse público": no total, segundo a organização, espera-se que a fazenda pública deixe de receber 18 milhões de euros em termos de isenções fiscais. Mas, por outro lado, a organização estima que, somente em termos de IVA, os cofres públicos vão obter 25 milhões de euros.
Os benefícios trazidos pela JMJ serão também positivos para empresas particulares. É o caso dos restaurantes: para a manutenção dos peregrinos, em vez de centralizar os alimentos e distribuí-los a partir de alguns pontos, a organização idealizou um sistema pelo qual os peregrinos inscritos disporão de tickets permutáveis por comida nos restaurantes associados ao evento, que actualmente já são mais de 1.600.
As mais de 100 empresas que já se juntaram ao programa de patrocínio facilitam o trabalho à organização e contribuem para reduzir custos. Por exemplo, a difusão de publicidade da JMJ em vários meios de comunicação fará poupar até dois milhões de euros.
A organização espera que venham a existir muitos potenciais peregrinos indecisos em aderir por falta de dinheiro: podem pagar a inscrição, mas o preço da viagem e do alojamento ultrapassa as suas capacidades. Por isso, foi criado, por um lado, o Fundo de Solidariedade, que significa que uma parte do montante das inscrições será dedicado a custear os gastos da viagem para pessoas com poucos recursos. Até ao momento, este fundo já distribuiu 780.000 euros, e espera chegar aos 2 milhões. A partir do web oficial do evento é possível, além disso, decidir a que projecto em concreto se vão atribuir os fundos próprios.
Para o alojamento, a solução foi ainda mais simples: são os próprios envolvidos na JMJ a ajudarem os restantes. Para isso, as dioceses criaram uma rede para centralizar os pedidos de alojamento e a oferta de lugares. Também estão a fazer isso algumas escolas. Adicionalmente, muitas famílias particulares oferecerão por sua conta camas nas suas casas. Colaboração com as instituições públicas e as empresas mais solidariedade: esta é a fórmula que explica a rentabilidade da próxima JMJ de Madrid.
Aceprensa



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