Com efeito, o estudo publicado por "La Caixa" mostra que os índices de abandono ou de maus resultados escolares são menores nas famílias estáveis. Nos lares reconstruídos - constituídos por um dos progenitores e um novo elemento - e nos monoparentais, as percentagens são maiores, como se verifica na tabela que se segue.
Diferentes indicadores de risco de insucesso escolar de acordo com o tipo de família percentagens | ||||
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| Nuclear | recomposta | monoparental | outra |
| Repetiu | 27,4 | 34,2 | 33,7 | 36,8 |
| Não pretende seguir curso universitário | 13,9 | 17,2 | 16,1 | 19,5 |
| Pontuação abaixo de desvio típico | 17,6 | 19,4 | 23,5 | 34,9 |
| Risco elevado de insucesso | 33,2 | 39,4 | 41,4 | 51,9 |
| Fonte: PISA 2003. Elaborado pelos autores de Fracaso y Abandono Escolar en Espana | ||||
O estudo refere igualmente o ciclo em que tem lugar o abandono escolar e se tanto o pai como a mãe estão ou não presentes no lar. Neste último caso, é mais habitual verificar-se o abandono escolar nos primeiros ciclos: 61% dos que fracassam não chegam a completar a escolaridade obrigatória, face aos 46% dos que vivem com o pai e a mãe. Por outro lado, o maior volume de abandono escolar nas famílias com ambos os pais presentes verifica-se no ensino secundário.
Ciclo em que se verifica o abandono, por tipo de família percentagens | |||
| Momento do abandono | Tipo de família | Total | |
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| Pai e mãe | Monoparental |
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| Escolaridade Obrigatória: 1º Ciclo | 10,8 | 16,7 | 12,0 |
| Escolaridade Obrigatória: 2ºciclo | 35,6 | 44,4 | 37,3 |
| Ensino Secundário / Tecnológico | 53,6 | 38,9 | 50,7 |
| Fonte: Fracaso y Abandono Escolar en España | |||
A opinião dos professores
Além das entrevistas com os alunos que abandonam prematuramente, o estudo da Fundação "La Caixa" apresenta opiniões de directores e orientadores dos centros de ensino onde se retiraram dos currículos dos alunos os dados considerados causadores do fracasso escolar.
Os resultados do estudo identificam o facto de viver num lar desfeito como a terceira causa do fracasso escolar (51,9%), logo a seguir a "utilidade da formação para a família" (66,7%) e "da classe social dos pais" (55,6%) e ao mesmo nível que o "bairro/zona em que vive".
De acordo com o estudo, a família continua a ocupar os lugares de honra entre as causas que os professores põem em mais destaque, tal como já se verificou em inquéritos anteriores. A alteração mais evidente está na opinião sobre as causas referentes ao sistema educativo. Entre elas, não é já o projecto global dos estudos que suscita maior acordo entre os docentes. Segundo eles, a mais importante é o facto de o sistema educativo não ser capaz de compensar as deficiências de origem sócio-cultural. Neste sentido, os professores denunciam falta de meios para tornar a igualdade de oportunidades uma realidade.
Aceprensa
NOTAS
(1) Mariano Fernández Enguita, Luis Mena Martínez y Jaime Riviere Gómez, Fracaso y abandono escolar en España, Fundación La Caixa, Col. "Estudios Sociales", n. 29.



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