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Cultura/Comunicação

Má vida, boa imprensa

Será que as desordens na vida pessoal de um político o incapacitam para pertencer a um governo? Depende: se se chamar Silvio Berlusconi, a sua conduta frívola na vida privada é um sinal inequívoco da sua perigosidade política; se se chamar Frédéric Mitterrand, a sua "má vida" de turista sexual é apenas um lapso de um homem de talento, e não motivo de demissão do cargo de Ministro da Cultura. Isto corresponde pelo menos à apurada análise de alguns meios de comunicação social europeus.

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