Se no filme anterior Bond era vulnerável por ter infringido a proibição de se apaixonar, neste apresenta-se desiludido e, no fundo, ávido de vingança, o que provocará problemas com a sua chefe. Isto porque os argumentistas se empenharam seriamente - dentro de certa ordem - no aperfeiçoamento desta personagem, enriquecendo-a de modo a conseguir um cinema de acção mais estilizado e sugestivo. Neste sentido, tem graça e é engenhosa a forma como Bond volta à calma depois de ter destruído meio mundo.
Surpreende a renúncia quase completa ao erotismo fácil num filme ameno e menos estridente que o anterior (mesmo assim, deve dizer-se que o outro era melhor que este). Com opções semelhantes à saga Bourne, cumpre sobejamente a sua pretensão de ressuscitar uma personagem que andava há décadas a arrastar-se na rotina
Alberto Fijo
*(V: violência; S: sensualidade)



Enviar a alguém
Imprimir
Partilhe?



Bento XVI: satisfações e inquietações do ano passado