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Economia/Progresso

Bons e maus biocombustíveis

Inicialmente eram considerados remédio santo, agora atribui-se-lhes tudo o que está mal

É curioso o destino dos biocombustíveis. Até ao ano passado eram a solução para reduzir o consumo de combustíveis fósseis e as emissões de CO2. Agora são praticamente culpados de quase tudo que está mal: a subida de preços dos alimentos, a desflorestação do Amazonas, a diminuição da biodiversidade e, quem sabe, talvez até do ciclone que assolou a Birmânia. A União Europeia propôs como objectivo que os biocombustíveis cubram 10% do consumo do transporte até 2020, mas não consegue chegar a acordo sobre os critérios que há que impôr  aos produtores do “petróleo verde”.

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