Sidwell é uma escola com duas sedes, que conta entre 1000 e 1100 alunos, dos quais 39% se consideram afro-americanos. O ideário da escola, de origem quaker, diz que Sidwell é uma instituição "comprometida com o ideal da diversidade no que respeita a idade, origem económica, etnia, género, incapacidades, filiação partidária, raça ou orientação sexual tanto de alunos, como de professores e órgãos directivos. Não se sabe como conseguem assegurar a diversidade económica, uma vez que o custo anual é de 28.442 dólares para a escola básica e de 29.442 para o ensino secundário, um preço que a não coloca ao alcance de qualquer bolsa.
Um aluno menos endinheirado poderá possivelmente usufruir de programas de ajuda como o "cheque escolar" vigente em Washington desde 2004. Este "cheque escolar" - num máximo de 7.500 dólares - permitiu a 2.000 alunos com menos recursos poderem frequentar escolas privadas de melhor qualidade que as públicas, que na América têm bastantes problemas. Mesmo assim, embora o programa esteja a funcionar bem, um considerável grupo de congressistas democratas quer eliminá-lo. O partido democrata, tradicionalmente ligado aos sindicatos de professores do ensino público, afirma que o "cheque" sai demasiado caro, mesmo que o seu contributo por aluno seja bastante inferior ao custo de um lugar no ensino público.
Por seu lado, as famílias que beneficiam do "cheque" estão encantadas e desejam continuar a ter a mesma liberdade que têm os políticos na escolha da escola que querem para os filhos.
A porta-voz de Michelle Obama apressou-se a esclarecer que a escolha da escola para as meninas é um assunto estritamente familiar, e que a escolha feita não significa menosprezo pelo ensino público. "Nos próximos anos, a administração Obama - disse ela - quer trabalhar em estreita colaboração com o sistema escolar, para assegurar que todas as crianças recebam nas escolas públicas uma educação de qualidade." Neste caso, "os Obama simplesmente escolheram a escola que no momento actual lhes pareceu mais adequada para as filhas."
É preciso entender a decisão dos Obama. Como qualquer outra família, querem o melhor para as filhas. Mas, no campo político, seria necessário pedir a Obama e aos democratas para respeitarem as decisões de outros pais, que também querem que os seus impostos lhes permitam escolher a escola que neste momento consideram mais adequada para os filhos, sem ter que estar à espera que o futuro lhes traga uma hipotética melhoria.
A porta-voz de Obama diz que a educação de Malia e Sasha é um facto independente das opções políticas do presidente. Os outros pais gostariam igualmente que a ideologia política não interferisse na educação dos seus filhos.
Ignacio Aréchaga



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